Quando me tocas , e o tocar e leve,
com teu corpo de pluma e de agonia
todo o meu ser se agita em semibreve,
num embalo de sombra e de estesia
quando me acionas como quem ecreve
um poema que em vagas se inicia,
subo a misticos pincaros de neve,
mergulho em fogo , e abraco a maresia.
Intenso mar a se arisar de brumas,
e a enlouquecer a crista das espumas,
neste bailado de explosao e pausa,
sinto-me em ti, no derradeiro instante,
ouro a fundir-se sobre o sol diamante,
e em ceu-diluviu, consequencia e causa .
Maria Dinorah luz do prado - Flauta do silencio
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